A janela de transferências do futebol europeu em 2026 terminou com números históricos. As cinco principais ligas do continente investiram mais de 7,3 bilhões de euros, cerca de R$ 44 bilhões, em contratações. A Premier League foi novamente a grande protagonista, impulsionada principalmente pelos gastos dos clubes do chamado Big Six.
Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham gastaram juntos mais de 1,9 bilhão de euros, valor próximo de R$ 12 bilhões. O montante corresponde a quase metade de tudo o que os clubes ingleses desembolsaram durante a janela.
Big Six domina a janela europeia
A Premier League ultrapassou a marca de 4 bilhões de euros em contratações, estabelecendo um novo recorde para uma única liga. O valor ficou cerca de 772 milhões de euros acima do total investido conjuntamente pelas outras quatro grandes ligas europeias.
O Manchester City liderou os gastos entre todos os clubes, com 527 milhões de euros. Chelsea, com 406,7 milhões, e Tottenham, com 366,3 milhões, completaram as três primeiras posições.
Newcastle e Aston Villa também superaram a marca de 300 milhões de euros em reforços. Entre os dez clubes que mais gastaram, oito são ingleses. As únicas exceções foram Real Madrid e Barcelona.
Enzo Fernández lidera transferências mais caras
A maior contratação da janela foi realizada pelo Manchester City. O clube inglês acertou a chegada de Enzo Fernández por 145,8 milhões de euros, aproximadamente R$ 870 milhões.
O negócio se tornou a quarta transferência mais cara da história do futebol e estabeleceu um novo recorde para a Premier League.
Morgan Rogers, contratado pelo Chelsea por 138 milhões de euros, ficou na segunda posição. Elliot Anderson chegou ao City por 135 milhões, enquanto Bradley Barcola foi comprado pelo Liverpool por 125 milhões.
O Real Madrid também aparece entre os maiores negócios com Yan Diomande. O jovem atacante custou inicialmente 125 milhões de euros e se tornou a contratação mais cara da história do clube espanhol. O acordo pode chegar a 140 milhões dependendo das condições previstas.
Brasileiros movimentam milhões no mercado
Os jogadores brasileiros também tiveram participação importante na janela europeia.
Savinho deixou o Manchester City e foi contratado pelo Tottenham por 87,7 milhões de euros, tornando-se o brasileiro mais caro do período.
Bruno Guimarães também apareceu entre os dez negócios de maior valor após trocar o Newcastle pelo Arsenal por 87,5 milhões de euros.
Andrey Santos foi negociado pelo Chelsea com o Manchester United por 56 milhões de euros, enquanto João Gomes deixou o Wolverhampton para atuar pelo Aston Villa.
Outro movimento de destaque foi Gabriel Jesus, que acertou com o Barcelona por aproximadamente 10 milhões de euros.
Real Madrid e Barcelona aumentam investimentos
Diante do domínio financeiro inglês, Real Madrid e Barcelona também adotaram postura mais agressiva.
O Real gastou 225 milhões de euros e trouxe nomes como Diomande, Bernardo Silva, Cucurella, Dumfries e Konaté.
O Barcelona investiu 184 milhões de euros. Entre as principais movimentações estão as chegadas de Gordon, por 80 milhões, Rodri e Gabriel Jesus.
O clube catalão ainda tentou contratar Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, mas não conseguiu concluir a negociação. Ferrán Torres, por outro lado, deixou o Barça e acertou com o Paris Saint-Germain.
Mercado europeu alcança novo patamar
A janela de 2026 terminou com seis transferências superiores a 100 milhões de euros e outras cinco acima dos 80 milhões. Os números reforçam o crescimento acelerado dos valores pagos pelos principais clubes europeus.
O domínio da Premier League continua evidente, mas os investimentos de Real Madrid e Barcelona mostram uma reação das principais forças espanholas.
Com quase R$ 44 bilhões movimentados apenas pelas cinco principais ligas da Europa, a janela de transferências de 2026 entrou para a história como uma das mais caras do futebol mundial.
