Evento anual em Ljubljana, na Eslovênia, viraliza por inovar ao colocar jogos dentro do rio Ljubljanica com atmosfera de festival.
Imagens de uma quadra de vôlei montada dentro de um rio na Europa viralizaram, gerando dúvidas se seriam uma criação de inteligência artificial. A cena, com luzes de LED e jogadores em ação, é, na verdade, um torneio real e inovador.
Trata-se do Vôlei na Água, um campeonato único que transforma o rio Ljubljanica, no centro histórico de Ljubljana, na Eslovênia, em uma arena esportiva. A competição atrai atenção global pela originalidade da proposta e pelo ambiente de festa.
Realizado sob as regras do vôlei de praia, o torneio coloca oito equipes por gênero para disputar jogos em uma quadra parcialmente submersa. A quarta edição, em julho, concedeu prêmios em dinheiro e contou com atletas renomados.
Vôlei na Água: Inovação Que Virou Tradição
O Vôlei na Água foi criado em Ljubljana, Eslovênia, com o objetivo inicial de promover o vôlei tradicional. No entanto, o formato inusitado ganhou vida própria e, a partir de 2023, estabeleceu-se como um torneio anual.
A competição segue as regras do vôlei de praia, reunindo oito equipes por gênero para os jogos no rio Ljubljanica. A quadra, com luzes de LED marcando as linhas, e as arquibancadas às margens criam um espetáculo vibrante.
A quarta edição do evento, realizada nos dias 10 e 11 de julho, distribuiu prêmios significativos. Os campeões receberam R$ 8.500, os vice-campeões R$ 4.000 e a dupla em terceiro lugar foi premiada com R$ 1.700.
Desafios e Adaptações na Quadra Submersa
A polonesa Aleksandra Ola Wachowicz, ex-jogadora de quadra e atual atleta de praia, que conquistou o terceiro lugar na competição, descreveu a experiência como "surreal".
Para a atleta, a sensação é de "jogar um esporte que você conhece tão bem em um lugar que não faz nenhum sentido: sobre a água, no meio de uma capital europeia, com as luzes acesas e centenas de pessoas acompanhando das margens do rio."
Wachowicz observou o impacto no público: "Vi gente passar por ali que sorriu e ficou envolvida pela partida." Ela também descreveu a atmosfera de festival com "música, comida, apresentações de dança e as margens do rio cheias de movimento do começo ao fim do dia."
A adaptação à quadra foi gradual: submersa em 15 centímetros de água, exigia movimentos mais lentos e cautela. "Você não consegue simplesmente explodir a partir da plataforma como faz na areia
